Nos últimos dias estive empenhado em pesquisar sobre vários assuntos que tem impactado diretamente no bem estar da população de Ibitinga em geral.

Me deparei com um fato que justifica minha crença no poder público.

Em reportagem do dia 12/04/2019, o site www.jcnet.com.br, noticiou que “Ex-prefeito de Jaú e mais três são condenados no caso das lousas digitais” .

O ex-prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi Junior e os ex-secretários municipais Eduardo Odilon Franceschi (Economia e Finanças) e Orivaldo Candarolla (Educação) e o administrador de empresas Marcelo Amado, foram condenados pela Justiça Federal a cinco anos e quatro meses de reclusão em regime inicial semiaberto pelo suposto desvio de verbas públicas na aquisição de lousas interativas destinadas às escolas municipais, em 2010. Os quatro poderão recorrer em liberdade.

O inquérito civil instaurado em 2011 pelo MP para apurar supostas irregularidades na compra das lousas em 2010, apurou que as duas licitações abertas pela prefeitura foram vencidas pela mesma empresa, de Marcelo, que foi a única participante. No total, foram adquiridas 147 lousas pelo valor de R$ 4.737.050,00, ou seja, cada lousa custou para os cofres públicos, o valor de R$ 32.224,83.

Continuando minha pesquisa, constatei que nos municípios de Araraquara, Jaguariúna e Taubaté, fato semelhante havia acontecido e que os ex-prefeitos também haviam sido condenados.

Em Araraquara o ex-prefeito Marcelo Barbieri, foi condenado em primeira instância pela 1ª Vara da Fazenda Pública, por pagar R$ 32.500,00 por lousa.

No município de Jaguariúna, as lousas foram adquiridas por R$ 31.833,21, cada e em Taubaté por valor semelhante.

Como se trata de uma tendência mundial, a informatização no ensino público não tem mais retorno e com isso resolvi investigar se a Prefeitura de Ibitinga havia feito alguma aquisição desse equipamento, ou de equipamento semelhante.

Entrei em contato com algumas pessoas envolvidas com a educação do município e descobri que a cidade de Ibitinga no ano de 2010 adquiriu cinco lousas digitais, ao preço de R$ 4.378,00 cada, totalizando R$ 21.890,00 a compra global.

Comparando com o que foi pago pelo município de Jaguariúna, Ibitinga economizou R$ 27.455,21 por lousa, isso multiplicado por cinco equipamentos, soma-se um montante de R$ 137.276,05 de economia global somente em uma licitação.

Aprofundando um pouco mais na investigação, constatei que todas as condenações dos gestores públicos, com relação ao caso das lousas, tiveram como base a licitação do município de Ibitinga, onde o município provou que é possível pagar mais barato, fazendo uma compra consciente e com responsabilidade, zelando pelo bem da população e dos cofres públicos.

Na política como na vida, sempre estamos prontos para criticar, estamos esperando alguém escorregar para apontarmos nosso dedo e indicar o erro, mas nesse caso quero ser diferente, quer exaltar o bem, o bom e dizer em algo e bom som que é possível fazer o certo, desde que se tenha vontade e coragem.

Não estou aqui sendo advogado de ninguém, muito menos promovendo a imagem de quem quer que seja, mas vale a pena mencionar aqui, que em 2010 a Gestão de Ibitinga estava a cargo do Sr. Marcos Fonseca, e seu secretário de Educação era o Sr. Jose Marcondes.

Como disse, não estou aqui para promover ninguém, mas estou aqui sempre para estabelecer a verdade e dar os créditos necessários a quem faz jus.

Tenho dito!

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